Feriado


Dácio estava deitado em sua cama muito depois de ter acordado naquela manhã. Não trabalharia o feriado, e como sempre que não trabalhava, passaria o dia em companhia da solidão. Com as mãos sob a cabeça dirigia a visão para a janela aberta à frente. A vista não era bela. Não morava de frente para o mar, nem para um belo parque. Apenas uma rua do subúrbio e suas características casas. Da cama nem podia ver a rua. A casa era térrea, via apenas parte do muro e o céu azul da manhã. Seus pensamentos entretanto, não eram azuis. Como chegou até aquele estágio da vida sem que nenhuma conquista que lhe trouxesse orgulho? Junto aos pensamentos procurava disposição para levantar, embora nada esperasse por sua presença.

O Diário de Anne Frank


Esta é Anne Frank. Nascida em 1929 na Alemanha. Aos 4 anos de idade sua família sai do país com destino à Holanda devido a chegada ao poder de Adolf Hitler. Em 1942, porém, a perseguição aos judeus começa a ser colocada em prática também na Holanda, já ocupada pelos nazistas. Eis que então, assim como milhares de outras famílias de judeus que não conseguiram fugir da perseguição nazista, Otto Frank, pai de Anne, sua esposa e filhas se juntam a mais quatro pessoas e passam a viver em um esconderijo. Durantes os dois anos em que permaneceram escondidos, o diário tornou-se um companheiro inseparável de Anne Frank. Nele colocou seus desejos, anseios, frustrações, opiniões. Um relato íntimo, de uma jovem que teve, assim como outros milhões, a vida destruída pelo nazismo.

A Desenhista


O dia amanheceu tão belo. Em sua mente a beleza combinava com a saudade. A saudade combinava com a solidão. A solidão com a tristeza. Os dias tristes se tornavam belos, mesmo quando todo o mundo diria o contrário. Seus pensamentos pelas manhãs sempre estavam nele. Mas ele nunca estava ali. E sempre foi assim, por isso não foi necessário se acostumar. Nada mudou naquela casa. Ele nunca esteve ali. Exceto aquele balão.